O pecado mais terrível dentro do ensinamento de Lilith

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Autor: Demitrios
O pecado mais terrível dentro do ensinamento de Lilith

O próprio conceito de «pecado» se apoia em uma compreensão religiosa e espiritual do mundo. Neste material, não vou falar a partir da posição de uma religião específica, mas de uma camada mais ampla de tradições espirituais, sobretudo aquelas próximas ao ensinamento de Lilith: o cristianismo e o islam.

Em diferentes culturas existem listas próprias de pecados e faltas espirituais. Essas listas ajudam a pessoa a compreender melhor onde ela se afasta do caminho, perde a conexão com o superior e começa a distorcer a própria vida.

Mas, entre muitas faltas, a soberba se destaca especialmente. Muitas vezes ela é chamada de um dos pecados mais terríveis porque toca não uma ação isolada, mas a própria conexão da pessoa com Deus, a Fonte e as forças superiores.

O que é soberba

Soberba não é o orgulho saudável pelos seus atos e conquistas reais.

Sentir orgulho por ter superado uma dificuldade, feito algo importante, preservado a dignidade ou alcançado um resultado por meio de trabalho honesto é normal. Isso faz parte de um apoio saudável da pessoa em si mesma.

A soberba começa onde a pessoa se desliga da realidade do seu caminho espiritual e atribui a si mesma o papel de única fonte de tudo o que aconteceu.

Ela não diz simplesmente: «Eu fiz».
Por dentro, afirma: «Só eu. Sem Deus. Sem ajuda. Sem bênção. Sem participação das forças superiores».

Nesse sentido, a soberba é um abuso da benevolência das forças superiores e uma desvalorização da participação delas na própria vida.

Por que a soberba é considerada um pecado tão forte

À primeira vista, pode parecer estranho: por que justamente a soberba? Afinal, existem atos que, no mundo humano, parecem muito mais terríveis. Por exemplo, tirar a vida de outra pessoa.

Mas, do ponto de vista do mundo espiritual, a morte é a transição da alma para outro estado, e não a destruição completa da sua existência.

A soberba é perigosa de outro modo. Não é apenas dano causado a outra pessoa. É uma recusa interior em reconhecer Deus, a Fonte ou as forças superiores como significativos no próprio caminho. 

A pessoa como que torna Deus desnecessário.

Ela aceita ajuda, recebe oportunidades, atravessa circunstâncias, encontra as pessoas certas, recebe força, proteção ou direção — e depois diz: «Eu mesma. Tudo isso é apenas mérito meu».

É aqui que ocorre a substituição: não «eu e Deus», mas «eu sou Deus».

Sim, a pessoa participa do próprio caminho. Deus não faz tudo por nós. O trabalho, a escolha, o esforço, a vontade, a disciplina e a responsabilidade realmente pertencem à pessoa.

Mas há uma grande diferença entre dois estados:

  1. «Eu fiz isso sozinha». 
  2. «Eu fiz isso por meio do meu próprio trabalho, mas não sem a ajuda, a permissão e a bênção das forças superiores».
A soberba apaga o segundo e deixa apenas o primeiro.

Quando a atitude pode ser mais branda

É importante distinguir soberba da ausência de fé religiosa.

Uma pessoa distante da fé ou que se chama ateia pode, desde o início, não perceber Deus ou as forças superiores como parte do seu ser. Ela não pede ajuda, não se dirige a elas e constrói seu caminho a partir da ideia de que se apoia apenas em si mesma.

Isso não é uma avaliação de «bom» ou «ruim». É uma posição separada da pessoa, seu caminho e sua forma de interagir com o mundo.

A soberba, em sentido estrito, torna-se especialmente pesada quando a pessoa recebeu ajuda, dirigiu-se às forças superiores, sentiu a participação delas — e depois desvalorizou isso e atribuiu tudo a si mesma.

A atitude de Lilith em relação à soberba

Dentro do ensinamento de Lilith, a posição é rígida: esta é uma das faltas espirituais mais fortes.

Lilith pode ser flexível diante dos erros humanos, fraquezas, paixões e escolhas difíceis. Mas a soberba pertence a outra categoria.

Por quê?

Porque uma pessoa seguidora não apenas recebe ajuda. Ela entra em uma conexão onde há gratidão, serviço, reconhecimento da participação superior e respeito por quem conduz, protege ou abre o caminho.

A gratidão em direção a Lilith é uma parte básica do ensinamento.

Se uma pessoa aceita ajuda, mas depois nega sua fonte, ela viola a própria base da conexão. Quer tomar a força, mas não reconhecer aquele por meio de quem essa força veio.

Por isso, a soberba não é perigosa porque a pessoa se alegra com seus sucessos. Alegrar-se é possível. Ser forte é possível. Ver o próprio mérito é possível. O perigo começa onde a pessoa esquece que seu caminho não existe no vazio.

A conclusão é simples: o orgulho por um caminho percorrido honestamente pode ser saudável. A soberba é atribuir a si mesmo todo o caminho e recusar-se a reconhecer a participação de Deus, da Fonte ou das forças superiores.

É nisso que está sua força como pecado: ela rompe a gratidão, distorce a conexão e coloca a pessoa no lugar daquele que está acima dela.